Flora
Carvalho-alvarinho

O carvalho-alvarinho é uma das árvores mais emblemáticas das florestas atlânticas da Península Ibérica. Trata-se de uma espécie de grande porte, com copa ampla e folhas lobadas, que prefere solos frescos e profundos e um clima húmido. Produz bolotas que servem de alimento para inúmeras espécies de fauna. 

É frequente em zonas de vale e planaltos mais frescos, sobretudo em Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, onde ainda persistem carvalhais relativamente bem preservados, muitas vezes associados a antigas zonas agrícolas e caminhos rurais.

Carvalho-negral

Espécie típica das áreas montanhosas do interior da Península Ibérica, adapta-se melhor a solos pobres e climas mais secos do que o carvalho-alvarinho. Possui folhas mais recortadas e floração discreta. Forma bosques densos com grande importância para a biodiversidade

Predomina em encostas e serranias de solo mais xistoso e clima mais agreste, especialmente em Mondim de Basto e Ribeira de Pena. Marca paisagens onde as condições não permitem a presença de espécies mais exigentes.

Castanheiro

Árvore de grande valor económico e cultural, o castanheiro é cultivado há séculos pelo seu fruto e pela qualidade da sua madeira. Prefere solos frescos, profundos e bem drenados e caracteriza muitos dos soutos tradicionais do norte de Portugal.

Está muito presente em Cabeceiras e Celorico de Basto, onde os soutos de castanheiros ainda fazem parte da identidade da paisagem rural e são valorizados pela produção de castanha. Também aparece de forma mais dispersa em Mondim e Ribeira de Pena.

Freixo-comum

Árvore de crescimento rápido, com folha caduca e composta, muito frequente em margens de rios e linhas de água. Contribui para a proteção de solos e estabilização de margens. A madeira é tradicionalmente valorizada pela sua resistência e flexibilidade.
Aparece sobretudo em zonas húmidas e férteis de vales, como em Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, integrando as galerias ripícolas típicas da região.

Choupo

Árvore de crescimento rápido e folha caduca, muito associada a margens de rios, ribeiros e zonas agrícolas. Prefere solos frescos e profundos, sendo facilmente reconhecível pelo seu porte esguio e pelas folhas que tremulam ao vento. Contribui para estabilizar margens e oferecer sombra em terrenos de cultivo.   

Presente sobretudo em Celorico de Basto e Cabeceiras de Basto, aparece frequentemente junto a linhas de água e campos agrícolas, formando alinhamentos que marcam a paisagem rural. Também ocorre pontualmente em zonas abertas de Mondim de Basto e Ribeira de Pena.

Pinheiro-Bravo

Espécie muito utilizada em reflorestação e produção de resina e madeira. Prefere solos pobres e adapta-se bem a encostas secas e exposição solar direta.     
Forte presença em áreas mais degradadas ou com vocação florestal, principalmente em Ribeira de Pena e Mondim de Basto.

Pinheiro-Silvestre

Espécie de climas frios e montanhosos, com agulhas azuladas e tronco avermelhado. Presente em altitudes médias a elevadas. Menos comum em Portugal do que o pinheiro-bravo
Aparece em zonas de maior altitude e frescura, nomeadamente no Alvão (Mondim e Ribeira de Pena).

Eucalipto
Árvore de origem australiana, muito utilizada em plantações para produção de pasta de papel. Prefere solos pobres e bem drenados e cresce rapidamente. Embora não faça parte da flora nativa, é bastante visível na região, sobretudo em zonas de reflorestação e nas encostas mais secas de Ribeira de Pena e Mondim de Basto.
Plátano

Árvore ornamental muito usada em arruamentos, praças, parques e junto de edifícios públicos. Reconhecível pelo tronco manchado e pela copa larga que dá boa sombra. Prefere locais frescos e é resistente à poluição urbana.
Encontra-se frequentemente em Celorico de Basto e Cabeceiras de Basto, em zonas urbanas e caminhos históricos. Embora não faça parte da floresta natural, tem grande valor estético e cultural na paisagem construída.